Juan Carlos Ortiz

Em minha vida, exatamente em 1997, eu fui confrontado com uma questão que me assolou e mudou minha vida em duas fases, antes e depois do livrinho “O Discípulo” de Juan Carlos Ortiz.

Pensamentos que me chocaram há 20 anos, fazem mais e mais sentido no meu dia-a-dia!

Discípulo é aquele que segue a Jesus Cristo. Ser cristão não significa automaticamente ser discípulo, embora os cristãos sejam membros do Reino de Deus. Seguir a Cristo implica aceitá-lo como Senhor; significa servi-lo como um escravo. Também significa amar e louvar.

O texto é empolgante para quem já está iniciado no Reino de Deus e já viveu decepções de todos os tipos o cenário da Igreja, seja ela em que ramo congregacional for.

No primeiro capítulo, o qual será o único que comentarei, temos: “O Evangelho Segundo os Santos Evangélicos”; e nele se discute com maestria e simplicidade, acerca de nossa trágica tendência em apegar-nos somente às partes dos Evangelhos ou da Bíblia em geral, que nos interessam numa claríssima satisfação “egoísta e psicologicamente tendenciosa” e, pior ainda, da tragédia em se fazer uma Teologia Sistemática sobre esta ideia teológica e considerá-la válida ou aceitável diante de Deus.

Apenas para exemplificar, o texto explica-nos o significado da palavra ‘Senhor’ em sua origem nos tempos bíblicos e como a mesma sofreu variação com as línguas de vários países, especialmente no sentido de que o que as Escrituras nos impõem é que sejamos “escravos de Cristo” e, este ponto é, sem sombra de qualquer dúvida, absolutamente chocante numa geração carregada de libertinagens (sob o epíteto de liberdade), onde a satisfação pessoal sobrepuja a tudo e a todos. Esta solene abordagem nos constrange especialmente quando o Pastor Ortiz nos convida a refletir sobre como eram as orações no Novo Testamento e como as mesmas têm sido hoje. No novo era tudo pelo Senhor, e hoje as mesmas estão centralizadas no homem.

Como o título não deixa dúvidas, “O Discípulo” é uma confrontação com este cristianismo de uma teologia da “prosperidade” ou supostamente “da libertação”, mas que estão eivadas de socialismo e construtivismo pagão, provocando-nos a uma tomada de decisão em torno de um novo caminho de comunhão mais próxima de Cristo.

Ao todo o livreto tem como tema principal o amor: amor fraterno, amor comunitário, amor que une e encobre diferenças de opinião. E esse amor leva a uma compreensão radical e coerente do que seja o discipulado cristão, a função do verdadeiro discípulo na Igreja, o Corpo de Cristo.

Quem é Juan Carlos Ortiz?

Juan Carlos Ortiz é um escritor sincero, que não usa meias palavras. A mensagem que apresenta aqui é objetiva e direta, viva e penetrante, e extremamente clara. Basta dizer que é fundamentada na Palavra de Deus e enriquecida com as inúmeras experiências que o autor viveu com sua igreja na Argentina.

Este notável cristão se formou em 1954 no Instituto Argentino del Rio de La Plata em Buenos Aires, foi ordenado Pastor em 1956. Fundou cinco igrejas e era pastor da maior Igreja Evangélica de Buenos Aires entre 1966-1978.

Sua obra recebeu o reconhecimento através de seus inúmeros cursos em todo o mundo. Por dois anos ele realizou estudos teológicos intensos e foi examinado pelos teólogos da Igreja Evangélica Presbiteriana nos Estados Unidos e mais tarde por teólogos da Igreja Reformada na América, onde foi ordenado pela segunda vez, mas agora como um ministro reformador.

Ao longo de sua vida tem ministrado em convenções, congressos, universidades, seminários e igrejas em cinco continentes e foi professor da Faculdade de Teologia que opera na Catedral de Cristal (The Crystal Cathedral), que está localizado em Garden Grove, na Califórnia. Foi fundada e dirigida pelo primeiro televangelista norte-americano mundialmente conhecido Robert H. Schuller, mas esta estrutura foi repassada em 2012 para a Igreja Católica por conta de dívidas que o ministério possuía.

Durante cinco anos, o Dr. Ortiz produziu a série de televisão, “La Hora de Poder”, que foi ao ar em uma dúzia de países latino-americanos. Ele também produziu duas séries de rádio, uma na Argentina (“La Hora de la Fe”) e uma no sul da Califórnia (“Una Cita por Juan Carlos Ortiz”).

Em 1989, Dr. Ortiz foi premiado Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Teologia na Califórnia.

Como ele nasceu em 8 de julho de 1934 (atualmente, 2017, está com 83 anos) e, dentro das possibilidades ele continua a aceitar alguns dos muitos convites em todo o mundo para ensinar em conferências e seminários de diferentes denominações.

Verifique recente entrevista com Dr. Juan Carlos Ortiz: Entrevista.

Abaixo, indico três momentos especialíssimos com Juan Carlos Ortiz.

Shalom!

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