Identidade de Opinião!

Tive que definir uma questão comigo mesmo e compartilho-a como um exemplo que pode ser usado por muitos colegas de milícias intelectuais. Como lidamos com as questões do pensar?

Por “questões” quero observar o seguinte: qualquer questão; desde pensar em saúde, trabalho, afeto e consciência.

Uma das minhas filhas disse certa ocasião que eu tenho uma posição extremamente “formal e séria” sobre tudo e que, de alguma forma, isto cria uma espécie de distanciamento entre eu e outras pessoas que não possuem este mesmo critério de comunicabilidade. Uma vez uma aluna me disse que estava com medo de fazer uma pergunta porque temia a ferocidade da resposta e, logo percebi que não era a resposta que ela queria realmente mas, mudar minha notória natureza sanguíneo-colérica.

Gostei da provocação filial, porque me permitiu analisar esta faceta de minha própria natureza, numa reflexão que me ajudou a definir um capítulo de um Livro e de um Curso especial meu que vai entrar “no ar” agora em Fevereiro/2018 na Hotmart e que trata da seguinte questão: “Como Ter Uma Mente Sem Depressão, Estresse, Ansiedade e Confusão Mental?”

Vou tratar desta questão num item que tem relevante importância no cenário de minha exposição sobre o que chamo de Psicologia Essencial, também da Filosofia Perene, atrelada às Escolas de Maiêutica, Noética, Pragmática e Utilitarista Contemporânea – e das quais sou confesso seguidor e estudioso com objetivo de conquistar um espaço como pensador acerca da unificação destas abordagens no que eu chamo de Fundamentos da Engenharia da Qualidade de Vida.

Mas, a consideração de minha filha foi oportuna. De saída me norteou a Palavra de Deus! Há um pensamento bíblico que diz que “voltando e descansando sereis salvos, no sossego e na confiança estará o vosso poder” (Isaías 30:15).

Eu fui a uma reflexão que está afinada com o que tenho encontrado de melhor em pelo menos 4 mestres que escolhi como conselheiros permanentes: Dale Carnegie (24/11/1888– 01/11/1955), Olavo de Carvalho (29/04/1947), Rick Duane Warren (28 de janeiro de 1954) e, Ellen Gould White (26/11/1827– 16/07/1915).

Mas, não abro mão de um modus operandi racional (intelectivamente) que vem de William James (11/01/1842– 26/08/1910) com o Pragmatismo, de John Stuart Mill (20/05/1806– 08/05/1873) com o Utilitarismo, com a Maiêutica-Noética enunciada em Platão/Aristóteles, previamente marcados por Sócrates – na base da própria percepção do “logos” e, ainda com a configuração da Bíblia Sagrada que pude ler dezenas de vezes ao longo da vida e que reputo como base de fé e doutrina existencial.

Isto apontou para a questão maior: Nosso interesse nos problemas é verdadeiro? Nossa atitude sobre as questões com as quais nos envolvemos é legítima? Temos a firmeza com que nos envolveríamos de modo feroz como se fosse um problema pessoal que precisaríamos vencer e dominar para resolver satisfatoriamente?

Há muitas pessoas que tem um interesse fingido em um determinado assunto, quando na verdade, se trata apenas de um bufão falando coisas que não são realmente de seu interesse pessoal, mas fica fazendo cena e mentindo para si mesmo e naturalmente sendo falso com as pessoas com quem se comunica. É o que acontece quando o professor manda estudar algo que nunca gastaríamos um segundo sequer; ou por curiosidade consideramos algo, mas que não interessa pessoalmente.

A este respeito faço menção de uma mulher com quem tive um diálogo numa certa ocasião. Ela falou de diversos temas, sobre muitas coisas, num colóquio de cerca de 3 horas em que tentei explicar a simplicidade de um gráfico em que figuram 4 bases que defendo como sendo as bases da vida: saúde, afeto, trabalho e reflexão. Foi uma experiência a que me submeti como oficina pessoal. Ela não só não permitiu que o gráfico de 4 linhas fosse explicitado, como não seria capaz, na manhã seguinte, de dizer uma só das 4 palavras-chave; mas estava interessada no maldito shampoo de cabelo e numa comida qualquer que seria feita no dia! A mente difusa e inútil que lhe conferia um status de “idiota, estúpida, ignorante e ignara” para mim – e que me ajudou a entender que há, de fato, uma lesão cerebral em milhões de pessoas que não conseguem passar do grau intelectual do Domingão do Faustão e que votariam em Luciano Huck para Presidente do Brasil.

Se não conseguimos manter uma atitude séria, solene, interessada em um determinado assunto (seja ele qual for) e, no entanto, ficamos falando daquilo que (1) não lemos, (2) nem queremos ler, (3) que não temos qualquer noção dos fundamentos, e (4) que nem pretendemos saber – que diachos de babacas somos nós conosco mesmos?

Por fim, o segredo para sermos uma boa pessoa, um bom filósofo, um bom teólogo, enfim, bom em qualquer demanda é: ser honesto e sincero dentro de nós mesmos! E nesta justa medida, exigir que o nosso semelhante tenha a mesma dignidade conosco, porque é isto que ele vai receber de nosso pensar, falar, escrever e agir.

Este critério é inegociável comigo e por esta razão, sou deveras severo no discurso e na análise! Desde jovem eu fui assim e parecia “radical” para muitos ao meu redor. Eu não sabia, mas estava a tornar-me um fundamentalista cristão e isto me protegeu do maldito socioconstruvismo que será sempre objeto de minhas críticas efusivas, com todo o débil esquerdismo que ele representa.

Prof. Jean Alves Cabral

www.professorjean.com

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *