Estudos

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Em minha vida, o hábito de estudar não é um esforço ou mesmo uma obrigação, é um deleite e uma satisfação! Foi construída esta postura à partir de minha tia Sônia (irmã de minha mãe), que me alfabetizou e me permitiu não só isto, mas me abriu a visão para a maravilhosa construção do pensamento e do saber.

Mas, a minha história com o saber não se refere à uma busca para compreender o mundo em que estamos. Não! Eu defendo que ser Professor, é a grande razão de estar neste mundo.

“De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino“. (Romanos 12:6-7).

Na verdade, desde que me lembro de ser, é algo natural e intrínseco à minha memória mais primária. Eu descubro as coisas, percebo-as e quero compartilhar, penso muito em como posso facilitar as coisas para as pessoas – isto me permitiu desenvolver um sistema de representação pedagógica de diversos quadros mentais, adaptados para tipos diferentes de mentes com as quais tenho interagido desde sempre.

Ser um erudito é resultado de trabalho duro de leitura e de pesquisa, em livros, em experiências, em diálogos, em reflexões e em permanente busca por ciência. Para Millôr Fernandes: “Erudito é um sujeito que tem mais cultura do que cabe nele”. Já para mim, é a busca por uma síntese em que eu seja capaz de obter, através de uma disciplinada atenção aos estudos dirigidos para a prudência, a ética e a melhor e mais qualificada experiência de vida, eu possa defender valores que existiam, existem e devem continuar existindo para que a imagem de Deus não se perca em nós.

Assim, chego aos 49 anos decidido a permanecer dedicado de modo mais acurado às seguintes áreas:

A meta até 2024, quando, mercê da graça divina estarei com 56 anos, é ter uma síntese concluída destas áreas e poder apresentar a uma síntese da vida. Com a finalidade técnica de permitir uma ampla interatividade com os campos investigativos enunciados nesta plataforma.

Há uma dimensão formal? Sim, há. Inclusive na direção do Mestrado e do Doutorado, onde já tenho a fortuna de possuir um no campo da Naturologia Clínica, porém, não me interessa esta plataforma legalista como um fim em si mesma; mas, a permanente busca por uma composição erudita relacionada com a formação bem elaborada, em uma pessoa que tem vontade de aprender sempre, que está sempre estudando, procurando se aprofundar em assuntos cultos, sobre áreas que sejam ligadas à Humanidade, Religião e Vida – com uma aplicação sempre pessoal: eis o que quero e testemunho aqui.

O polêmico Arthur Schopenhauer disse:

“Os professores ensinam para ganhar dinheiro e não se esforçam pela sabedoria, mas pelo crédito que ganham dando a impressão de possuí-la. E os alunos não aprendem para ganhar conhecimento e se instruir, mas para poder tagarelar e para ganhar ares de importantes.” (O Mundo Como Vontade e Representação, Schopenhauer – 1788-1860).

Ele estava correto! As coisas em meu redor tem sido com este fito mesmo!

Mas, já fiquei velho demais para pretender mostrar qualquer coisa que não seja edificante para os outros! a imaturidade já se foi e fui tão derrotado em diversas situações que me convenci que apenas no caminho maiêutico é possível perceber a significação real do ser!

Daí que a educação que busco não pode ser baseada em congregar títulos para esnobismo e nem para idiotismo academicista. Tem que atender a uma meta objetiva que vá além de declarar-me um erudito – mas, deve concorrer para uma produção literária, gravação de vídeos e a criação de um acervo que, na justa medida que Deus me permita produzir, acrescente à vida das pessoas uma visão e um quadro mental que sendo verdadeiramente útil, possa interagir e favorecer na caminhada daqueles que Deus faz com quem eu tenha a honra de interagir e, por este esforço, estas pessoas possam ser edificadas.

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.”  (I Pedro 2 : 5)

“Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento;”  (Provérbios 3 : 13)

“O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria.”  (Provérbios 18 : 15)

Ora que outra coisa poderia um professor desejar? Que ânsia teria um pastor e pregador? Que trabalho poderia entreter um terapeuta? Que obra poderia ser mais essencial a um missionário?

O caminho dos estudos não é “um caminho”, mas é “o caminho do desenvolvimento intelectual”, a permanente certeza de que “só sei que nada sei”, por isto “busco conhecer-me a mim mesmo”. É estar sempre em busca do saber que me motiva, porque sem ele, o que teria à dizer?

E não me descuido com relação ao significado do “Saber”!

No laureado Dicionário Aurélio, saber é: “Erudição, sabedoria. Prudência, tino, sensatez. Experiência, prática.”

Já no Dicionario Caldas Aulete: “ciência, doutrina, soma de conhecimentos humanos; (fig.) prudência, sensatez, experiência adquirida pelo grande trato social; estado de adiantamento, conhecimentos adquiridos, ilustração.”

Se formos em busca do francês Petit Robert, talvez possamos entender de modo mais aprofundado: “Conjunto de conhecimentos mais ou menos sistematizados, adquiridos por uma atividade mental constante; estado do espírito que sabe; relação entre o sujeito e o objeto do pensamento, cuja verdade aquele admite (por razões intelectuais e comunicáveis)”.

Mas, concluo afirmando que, mesmo que tudo isto faça sentido para o mundo da academia, onde estou transitando e permanecerei até meu último dia, porque amo a convivência com outros buscadores de luz e irmãos de pesquisa, sobrepõe, para mim o que determina a Palavra de Deus, valendo-me somente de um de seus livros de elevada indução à sabedoria:

“Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.”  (Provérbios 3 : 7)

“Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em doutrina.”  (Provérbios 9 : 9)

“Se fores sábio, para ti serás sábio; e, se fores escarnecedor, só tu o suportarás.”  (Provérbios 9 : 12)

“O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.”  (Provérbios 11 : 30)

“A doutrina do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte.”  (Provérbios 13 : 14)

“O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído.”  (Provérbios 13 : 20)

“Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio.”  (Provérbios 23 : 15)

“O homem sábio é forte, e o homem de conhecimento consolida a força.”  (Provérbios 24 : 5)

“Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR”. (Jeremias 9:23-24).

“Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.”  (I Coríntios 1 : 24)

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Para mim, se a glória de Deus (1ª Coríntios 10:31) não for a meta suprema, tudo se torna inútil e sem validade alguma!

Portanto, celebro com esta iniciativa a busca pelo melhor desenvolvimento de minha própria vida para a glória de Deus e apresento esta página de testemunho com a esperança de que ela possa significar um incentivo para uma única pessoa que venha a se motivar lendo-a. Já terá cumprido seu propósito.

Com votos de saúde e sucesso à todos,

Prof. Dr. Jean Alves Cabral