Como Definir o Plano de Vida?

Entendamos uma coisa:

Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte. (Provérbios 14:12).

Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte. (Provérbios 16:25).

Poucos versos na Bíblia Sagrada são repetidos; este é um deles!

É como se Deus estivesse repetindo, exatamente para que cada um de nós possa entender que é exatamente isto mesmo que Ele está determinando para a vida de todos nós: o controle da nossa vida não é nosso!

Isto pensamos em relação à raiz do pensamento proposto, onde qualquer teoria do tipo defendida pelos Coaching’s, pelos Ideólogos da Psicologia Positiva e da Filosofia da Prosperidade!

Ora, é essencial que cada servo de Deus ordene mentalmente, para ter dignidade de ser de fato servo de Deus, a necessidade de calar a boca e silenciar os seus desejos e visualizar o que diz o Senhor:

Aquietai-vos e sabei que Eu Sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a Terra. (Salmo 46:10).

Este silenciar é para ouvir Quem tem poder de cuidar da vida e receber a Sua instrução com humildade por motivos que Ele mesmo define.

Nesta compreensão, fica bem evidenciado que alguns pontos são elementares nesta instrução divina:

(1) O que queremos?

(2) Por que queremos?

(3) Onde queremos?

(4) Como faremos?

Seja lá o que for o que nosso coração anda desejando, é nesta exata medida que se impõe a necessidade de abrandarmos o nosso desejo e perguntarmos a nós mesmos:

Como responderei dentro de mim estas quatro perguntas?

Longe de propor um bocado de teorias e teses, de filosofias e achismos, a Palavra de Deus é bem clara e objetiva no tocante a esta questão e ela diz exatamente o seguinte:

Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito. Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos. O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal. Abominação é ao Senhor todo o altivo de coração; não ficará impune mesmo de mãos postas. Pela misericórdia e verdade a iniquidade é perdoada, e pelo temor do Senhor os homens se desviam do pecado. Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele. Melhor é o pouco com justiça, do que a abundância de bens com injustiça. O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos. (Provérbios 16:2-9)

Ora, quando somos jovens[1], temos a tendência de sermos apressados e agitados, mas quando se chega ao final do sétimo septênio[2] não há mais espaço para criação de “uma nova vida” – com a única exceção de calamidades tais como guerra, falência ou uma doença grave.

A tendência pessoal é a de se estabelecer um sossego e uma firme diretriz em torno do que deverão ser os próximos 14 anos em que a aproximação com o ancionato se estabelece.

A tendência de pretendermos definir, decidir, planejar e assumirmos “nosso controle” sobre a nossa vida está, com certeza, alinhado com o poder volitivo[3], é uma das marcas que nos caracteriza como seres humanos; porém, a diferença entre o tolo e o sábio, entre o idiota e o sensato, entre o entendido e o ignorante, está exatamente no fato de que o servo de Deus estará do lado dos que são sábios, sensatos, entendidos e, sobretudo, respeitoso para com as demandas de Deus.

Por isto, pontuo os itens que foram estabelecidos para quem quer organizar a vida sem riscos de errar diante de Deus e não adotar o caminho que no final é de morte – apontando cuidadosamente o que o Senhor nos instrui colocar dentro de nosso Quadro Mental:

  • Reavaliação Espiritual no Princípio da Fé – Provérbios 16:2-3. Devemos pesar nosso espírito diante de Deus – fazer permanente reavaliação de nossas razões e motivos (para conferir tal princípio, ver: Romanos 14:12; 2ª Coríntios 13:5-6). Devemos estabelecer uma relação de confiança (fé) em Deus e nosso Quadro Mental será protegido com a própria mente (para conferir tal princípio, ver: Romanos 1:16-17; Hebreus 11:1,6).
  • O Domínio é do Senhor – Provérbios 16:4. Todo controle da vida e da existência é do Senhor! Ele é o Rei da vida e não interessa se concordamos ou não com isto, a nossa vida só ocorre porque estamos nEle e Ele nos permite existir nEle mesmo (para ver tal princípio, ver: Salmo 104:27; 145:15 e Atos 17:24-28).
  • Postura de Humildade – Provérbios 16:5. A postura de humildade permanente, de aceitar que as circunstâncias, que as dificuldades, que todas as lutas, são oportunidades para aprender a dependência de Deus e que nossa vida é transitória e provisória (para ver tal princípio, ver: Tiago 4:6-10 e Filipenses 4:6-9).
  • Manter-se no Temor do Senhor – Provérbios 16:6-7. O maior de todos os princípios é o de respeitar a soberania e o senhorio de Deus pelo desvio do pecado, o que implica em possuir uma postura de vigilância espiritual e convivência com pessoas que não sejam pecadores contumazes e sim, buscar uma vida de paz e ética ilibada (para ver tal princípio, ver: Salmo 1:1-3; 27:11; 25:1-7).
  • Simplicidade – Provérbios 16:8. O próprio texto encerra em si mesmo a lógica do princípio: “melhor é o pouco com justiça, do que a abundância de bens com injustiça”. Para aprofundar este princípio sugerimos estudar: Salmo 37:16; 39:6; 62:10; Provérbios 11:28; 13:7-8; 22:1; 22:4).

Exatamente porque estes seis princípios estão implantados no Quadro Mental da pessoa, ela já é uma pessoa de sucesso e vitoriosa – repetirei, não é a quantidade e nem a qualidade dos bens materiais que se possui, nem fama, nem prestígio, nem ostentação, mas, objetivamente a vivência em torno destes seis princípios – a firme convicção sobre estes valores.

Por quê?

O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos. (Provérbios 16:9).

Sim, a força e a virtude de um servo de Deus não repousa em sucesso numérico, nem em metas conquistadas, mas na atitude mental correta, pois está escrito:

Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em Ti; porque ele confia em Ti. (Isaías 26:3).

Com estas palavras firmo meu compromisso comigo mesmo em torno da edificação de minha própria caminhada e, escrevo e publico para permitir-me a contínua verificação e revisão.

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[1] Um período que vai de zero a vinte oito anos – depois, espera-se que o sujeito tenha já a maturidade para entender quatro pontos essenciais sobre a sua própria individualidade: identidade, coerência, transparência e compromissos.

[2] 49 anos – sétimo ciclo de setes anos de vida.

[3] Poder da vontade livre de escolher como quisermos.

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