A Alimentação Ideal na Bíblia.

Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a Terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente: ser-vos-ão para mantimento.[1]

Nós somos Santuários de Deus! (1ª Coríntios 3:16-17; Hebreus 3:5-6).

(1)  Uma Proposta de Origem Divina.

Ao produzir este texto entendi que deveria partir da perspectiva divina sobre nossa vida por uma razão muito simples: quando Deus criou a espécie humana e colocou-a neste planeta, Ele a capacitou com todos os recursos que eram suficientes para a sua felicidade e sobrevivência. O plano original de Deus não é, de forma alguma, falho ou insuficiente. A Bíblia deixa claro este ponto, ao qual consideraremos agora.

1.1. Deus Não Comete Erros e Sua Obra Original Foi Perfeita!

E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto. (Gênesis 1:31).

Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em Quem não há mudança nem sombra de variação. (Tiago 1:16-17).

Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo Ele dito, não o fará? Ou, havendo falado, não cumprirá? (Números 23:19).

Na esperança de vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos eternos. (Tito 1:2).

Antes seja Deus verdadeiro; e todo homem mentiroso (Romanos 3:4).

Mas, o que aceitar o Seu testemunho, esse confirma que Deus é verdadeiro. (João 3:33).

(…) quem a Deus não crê, mentiroso o fez (…). (1ª João 5:10)

Este primeiro princípio crucial está na base de toda a relação que o ser humano pode ter com o Criador. Se não cremos que o caráter de Deus é reto, não cremos em Sua Palavra; consequentemente, não temos qualquer ligação com Ele e, as coisas dEle não nos pertencem.

O que a Bíblia ensina é que o que Deus fez, faz e fará é, acima de qualquer dúvida, perfeito e correto.

Pois Eu, o Senhor, não mudo (Malaquias 3:6).

Porque os dons e a vocação de Deus são irretratáveis! (Romanos 11:29).

Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu Sou o primeiro, e Eu Sou o último, e fora de Mim não há Deus. (Isaías 44:6).

Assim diz Deus, o Senhor, que criou os Céus e os desenrolou, e estendeu a Terra e o que dela procede; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela. (Isaías 42:5)

Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que Eu Sou Deus, e não há outro; Eu Sou Deus e não há outro semelhante a Mim; que anunciou o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; e que digo: ‘o Meu Conselho subsistirá, e farei toda a Minha vontade!’ (Isaías 46:9-10).

Deus está na Assembléia Divina; julga no meio dos deuses. (Salmo 82:1).

Pois ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no Céu, quer na Terá, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por Ele nós também. Entretanto, nem em todos há esse conhecimento (1ª Coríntios 8:45-7).

O segundo princípio crucial é o de que o Senhor Deus Pai, o Rei de Israel, é o Todo-Poderoso e absoluto governante do Universo. Seus projetos não são projetos furados, falhos e cheios de complicações tais como as que nós, seres humanos, estamos sujeitos!

Desta compreensão surge o entendimento de que quando Deus disse: “tudo era muito bom” lá no sexto dia da Criação, não havia nada ali que pudesse ser melhorado, adaptado ou alterado.

1.2. Qual o Projeto Original de Deus Para a Alimentação Humana?

Diante destes dois princípios, podemos avançar em direção a compreensão do plano original de Deus para a nossa nutrição alimentar.

Voltemos até o sexto dia da Criação:

E disse Deus: produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis, animais selvagens segundo as suas espécies. E assim foi. Deus, pois fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domineele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a Terra. Criou, pois, Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a Terra. Disse-lhes mais: eis que vos tenho dado sobre todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a Terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente: ser-vos-ão para mantimento. E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi. E viu Deus tudo quanto fizera e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto. (Gênesis 1:24-31).

Não há, além desta descrição qualquer outra orientação original sobre a alimentação da espécie humana! A ordem é clara, a dieta deve constituir-se dos seguintes alimentos:

  • Todas as ervas que produzem semente;
  • Árvores em que há fruto que dê semente.

Quanto aos animais, fica claríssimo que a alimentação de todos eles é ervas verdes!

Tal a dietética original, perfeita, corretamente adaptável ao corpo humano original.

1.3. Quando a Dieta Humana Começou a Ser Alterada?

Não devemos jamais perder de foco que a queda em pecado, foi ato independente do ser humano. Não foi Deus quem levou o ser humano a pecar. Isto é um terceiro princípio crucial:

Eis que isto tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas os homens buscaram muitas astúcias. (Eclesiastes 7:29).

Ninguém, sendo tentado, diga: sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. (Tiago 1:13-14).

Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: de toda árvore do Jardim podes comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gênesis 2:16-17).

Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu. (Gênesis 3:6).

E ao homem disse Deus: porquanto deste ouvidos à voz da tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: não comerás dela; maldita é a Terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás a erva do campo. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes a Terra, porque dela foste tomado; porquanto tu és pó e ao pó tornarás. (Gênesis 3:17-19).

Em face da crise que o pecado trouxe à pauta diária da vida da espécie humana, Deus tomou providências estruturais para que a vida fosse preservada dentro do melhor perfil possível. Neste perfil ficou então definido que a dieta humana seria composta de:

  • Todas as ervas que produzem semente;
  • Árvores em que há fruto que dê semente;
  • Espinhos e abrolhos;
  • Ervas do campo, evidentemente que não possuem semente;
  • Pão.

Nada foi falado sobre qualquer outro tipo de alimento ou pseudo alimento. Qualquer coisa além desta descrição é parte da “astúcia humana” (Eclesiastes 7:29).

Os anos passaram, e a vida no planeta começou a ficar muito ruim (Gênesis 6:1-5), com crimes, violência sexual, dentre outras coisas horrorosas (Mateus 24:37-38; Lucas 17:26-27; 21:34; 2ª Timóteo 3:1-7).

Com a chegada do dilúvio, diz a Bíblia que a situação mundial em todo o planeta foi a seguinte:

Veio o dilúvio (…) as águas prevaleceram excessivamente sobre a Terra; e todos os altos montes que havia debaixo do Céu foram cobertos. Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas; e assim foram cobertos. Pereceu toda a carne que se movia sobre a Terra (…). Assim, foram exterminadas da Terra as criaturas que havia sobre a face da Terra, tanto o homem como o gado, o réptil, e as aves do Céu; todos foram exterminados da Terra; ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca. E prevaleceram as águas sobre a Terra cento e cinqüenta dias. (Gênesis 7:17-24).

Onde estava agora a lista de alimentos originais permitidos pelo Criador originalmente? A situação gerada pela condição diluviana impôs uma alteração não-ideal, mas que foi a realidade da espécie humana naqueles dias.

Diz a Bíblia que durante 150 dias as águas não baixaram, de sorte que não havia como plantar frutas, árvores, ou qualquer outra coisa de origem vegetal. Tudo o que se tinha era o que havia sido levado na arca. Segundo a Bíblia, foi 40 dias e 40 noites de chuva intensa (Gênesis 7:11-12). No final dos 150 dias que se seguiram, as águas começaram a minguar (Gênesis 8:1-3). Sete meses depois do início do dilúvio as águas baixaram e assim houve condições da arca pousar no cume do Monte Ararat (Gênesis 8:4). Depois de todo este período, somente no décimo mês, no primeiro dia (Gênesis 8:5), os cumes dos montes apareceram. Ainda houve mais 110 dias de reclusão, quando finalmente a família de Noé saiu da arca (Gênesis 8:13-19).

Qual foi a situação de tão imenso dilúvio? Diz a Bíblia:

Abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: frutificai e multiplicai-vos, enchei a Terra. Terão medo e pavor de vós todo animal da Terra, toda ave do Céu, tudo o que se move sobre a Terra e todos os peixes do mar; nas vossas mãos são entregues. Tudo quanto se move e vive vos servirá para mantimento, bem como a erva verde; tudo vos tenho dado. A carne porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. (Gênesis 9:1-4).

Não podemos esquecer, porém, que Noé compreendia claramente a divisão que havia entre animais limpos e imundos:

De todos os animais limpos levarás contigo sete e sete, o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea; também das aves do céu sete e sete, macho e fêmea, para se conservar em vida sua espécie sobre a face de toda a terra. (Gênesis 7:2-3).

Destes dois últimos textos, podemos depreender que foi permitido:

  • Comer tudo que se move e vive, mas fosse classificado como limpo e não imundo;
  • E as ervas verdes.

A razão lógica para tal permissão era o fato de que não havia qualquer plantação pós-diluviana e, o tempo de maturação até esta nova estrutura ser devidamente elaborada e funcionar levaria um longo tempo.

Uma das provas mais contundentes desta verdade é que, imediatamente ao término das instruções divinas que seguem esta nova ordenança quanto a comer carne (Gênesis 9:1-4), segue-se a narrativa de como as coisas foram organizadas por Deus (Gênesis 9:5-19) e, então temos Noé envolvido com que espécie de situação?

E começou Noé a cultivar a Terra e plantou uma vinha. (Gênesis 9:20).

A questão dietética aparece novamente em uma situação especial em Gênesis 18 quando três seres celestiais visitaram Abraão e nesta ocasião ocorreu o seguinte:

Abraão então apressou-se em ir ter com Sara na tenda, e disse-lhe: amassa depressa três medidas de flor de farinha, e faz bolos. Em seguida correu ao gado, apanhou um bezerro tenro e bom e deu-o ao criado, que se apressou em prepará-lo. Então tomou queijo fresco, e leite, e o bezerro que mandara preparar, e pôs tudo diante deles, ficando em pé ao lado deles debaixo da árvore, enquanto comiam. (Gênesis 18:6-8).

Temos aqui uma prática que havia se tornado comum: receber visitantes com hospitalidade tal, que se provava a boa índole de quem hospedava com a apresentação de alimento que pudesse ser bom e aprovado. O uso de carne de gado foi feita sem qualquer constrangimento nesta ocasião e, o personagem que agiu foi Abraão. Os seres presentes eram celestiais (leia-se o capítulo todo).

A lista dietética é ampliada então:

  • Bolos;
  • Queijo fresco;
  • Leite;
  • Carne de gado.

Os anos se passaram e os filhos de Abraão se multiplicaram sobre a Terra (Gênesis 25). Da linhagem dele a humanidade deveria ser abençoada com a salvação (Gênesis 26:1-5; Gálatas 3:24-28). Entretanto, foi profetizado para Abraão que sua família seria peregrina em terra alheia e que acabaria escravizada durante quatrocentos anos (Gênesis 15:13-16), porque a medida da iniqüidade dos amorreus não estava ainda cheia.

Os séculos avançam e, chegamos ao tempo do povo de Israel em peregrinação e escravidão no Egito. Declara a Palavra de Deus que o a profecia feita a Abraão se cumpriu assim:

Assim viajaram os filhos de Israel de Ramessés a Sucote, cerca de seiscentos mil homens de pé, sem contar as crianças. Também subiu com eles uma grande mistura de gente; e, em rebanhos e mandas, uma grande quantidade de gado. E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque ela não se tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não puderam deter-se, nem haviam preparado comida. Ora, o tempo que os filhos de Israel moraram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. E aconteceu que, ao fim de quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito. (Êxodo 12:37-41).

O que nos chama a atenção é que a Inspiração fez questão de pontuar a questão alimentar nesta profecia. O fato de serem 600 mil homens, sem contar com crianças (e provavelmente as mulheres), bem como a grande mistura de gente (não israelita), dá-nos uma idéia da complexidade que seria providenciar alimentação para todo este “exército”, além dos animais que estavam entre eles.

Entra naquela lista que estamos construindo:

  • Bolos ázimos.

Qual foi a razão que Deus teve para retirar o povo de Israel do Egito?

Depois que o Senhor teu Deus os tiver lançado fora de diante de ti, não digas no teu coração; por causa da minha justiça é que o Senhor me introduziu nesta terra para a possuir. Porque pela iniqüidade destas nações é que o Senhor as lança fora de diante de ti. Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas apela iniqüidade destas nações o Senhor teu Deus as lança fora de diante de ti, e para confirmar a palavra que o Senhor teu Deus jurou a teus pais Abraão, Isaque e Jacó. Sabe, pois, que não é por causa da tua justiça que o Senhor teu Deus te dá essa boa terra para a possuíres, pois tu és povo de dura cerviz. (Deuteronômio 9:4-6)

Interessante, então é que Deus fez leis sobre “comer carne” e determinou em Deuteronômio 12:20-32 as regras para tal ato. As normas são bem simples: pode-se comer carne sem sangue (verso 23).

Mas, interessante é que neste mesmo texto declara:

Quando o Senhor teu Deus exterminar de diante de ti as nações aonde estás entrando para as possuir, e as desapossares e habitares na sua terra, guarda-te para que não te enlaces para as seguires, depois que elas forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: de que modo serviam estas nações os seus deuses? Pois do mesmo modo também farei eu. Não farás assim para com o Senhor teu Deus; porque tudo o que é, abominável ao Senhor, e que Ele detesta, fizeram elas para com os seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimam no fogo aos seus deuses. Tudo o que eu te ordeno, observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás. (Deuteronômio 12:29-32)

Esta explicação abre exatamente um precedente para o entendimento sobre o que estamos estudando! Deus desejava reeducar o povo de Israel! Este ponto é crucial! É o quarto ponto de nosso estudo.

No meio desta educação temos orientações introdutórias, como em Deuteronômio 12:20-32 sobre o comer carne, assim como temos uma instrução oficial e definitiva em Levítico 11, onde as orientações sobre o alimento cárneo são dadas de modo bem detalhadas.

A instrução dada a Noé sobre animais limpos e imundos se amplia nesta passagem:

Dizei aos filhos de Israel: estes são os animais que podereis comer dentre todos os animais que há sobre a Terra: dentre os animais, todo o que tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, e que rumina, esse podereis comer. (…) estes são os que podereis comer de todos os que há nas águas: todo o que tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, esse podereis comer. (…) dentre as aves, a estas abominareis, não se comerão e serão abomináveis: a águia, o quebrantoso, xofrango, o açor, o falcão segundo a sua espécie, todo corvo segundo a sua espécie, o avestruz, o mocho, a gaivota, o gavião segundo a sua espécie, o bufo, o corvo marinho, a coruja, o porfirião, o pelicano, o abutre, a cegonha, a garça segundo a sua espécie, a poupa e o morcego. Todos os insetos alados que andam sobre quatro pés, serão para vós uma abominação. Contudo, estes há que podereis comer de todos os insetos alados que andam sobre quatro pés: os que têm pernas sobre os seus pés, para saltar com elas sobre a Terra (…) estes também vos serão por imundos entre os animais que se arrastam sobre a Terra: a doninha, o rato, o crocodilo da Terra segundo a sua espécie, o musaranho, o crocodilo da água, a lagartixa, o lagarto e a toupeira. (…) também todo animal rasteiro que se move sobre a Terra será abominação; não se comerá. Tudo o que anda sobre o ventre, tudo o que anda sobre quatro pés, e tudo o que tem muitos pés, enfim todos os animais rasteiros que se movem sobre a Terra, desses não comereis, porquanto são abomináveis. (Levítico 11:1-43).

Em seguida a estas instruções, que aqui resumimos, mas que qualquer um pode conferir em sua própria Bíblia, o Senhor encerrou Suas orientações para o povo de Israel dizendo:

Porque Eu Sou o Senhor vosso Deus; portanto santificai-vos, e sede santos, porque Eu Sou Santo; e não vos contaminareis (…) Esta é a lei sobre os animais e as aves, sobre toda a criatura vivente que se move nas águas e toda criatura que se arrasta sobre a Terra; para fazer separação entre o imundo e o limpo, e entre os animais que se podem comer e os animais que não se podem comer. (Levítico 11:45-47).

Muito bem, a lista de “seres viventes” que se poderia comer até antes desta Lei, era a que Deus havia declarado a Noé: “tudo que se move e vive vos servirá de alimento … a carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis”. (Gênesis 9:4).

Agora a lista estava rigorosamente expressa e, quem desobedecesse seria declarado “imundo”. Séculos mais tarde, o profeta Isaías escreveu:

Os que se santificam e se purificam para entrar nos jardins após uma deusa que está no meio, os que comem da carne de porco, das abominações e do rato, esses todos serão consumidos, diz o Senhor. (Isaías 66:17).

Os anos avançam, e temos o seguinte quadro sobre o que se pode comer:

  • Todas as ervas que produzem semente;
  • Árvores em que há fruto que dê semente;
  • Espinhos e abrolhos;
  • Ervas do campo, evidentemente que não possuem semente;
  • Pão;
  • Entram as ervas verdes;
  • Bolos, incluindo os ázimos;
  • Queijo fresco;
  • Leite;
  • Determinados tipos de animais do campo;
  • Determinados tipos de insetos;
  • Determinados tipos de peixes;
  • Determinados tipos de aves.

Mas, uma questão ficou bem clara neste processo:

(1)   Deus ao criar o ser humano deu-lhe uma dieta que é a ideal;

(2)   Devido ao pecado, acrescentou alguns produtos da Natureza para reforçar sua situação;

(3)   Com a chegada do dilúvio, permitiu-lhe comer de todo tipo de “criatura vivente” que fosse limpa, evidentemente que não o ser humano (não eram canibais);

(4)   Depois, quando inicia a restauração de seu ideal através da Nação de Israel, libera o uso de certos tipos de carnes (animais, aves, peixes e insetos).

Este é o quadro da alimentação permitida por Deus quando Jesus Cristo vem ao Mundo!

O que teria comido o Mestre? Ora, de todas estas coisas Ele pode ter lançado mão, porque estava na Lei de Moisés comer delas, dentro das instruções que foram devidamente registradas na Lei e, a este respeito declara-se do Cristo:

Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir (Mateus 5:17).

A interpretação teológica simples que qualquer um poderá fazer a este respeito é bem simples:

E nisto sabemos que estamos nEle: aquele que diz estar nEle deve andar como Ele andou. (1ª João 2:5-6).

Dentro deste padrão não existe possibilidade de nenhuma pessoa estar em pecado! Isto é ponto pacífico no Evangelho. O que o Mestre comeu, todos poderão comer. O que Ele comeu? Ele cumpriu rigorosamente a Lei de Israel, era Israelita e fiel. As Leis sobre alimentos, temos visto de modo bem claro, transcendem a questão da estrutura templária de Jerusalém. Não se tratava de uma legislação sacerdotal, mas de uma legislação sanitária.

No comportamento de Jesus, em relação aos alimentos, podemos verificar que a variante do uso da carne foi bem administrada sem fanatismos:

  • Jesus multiplicou peixes para a multidão duas vezes, demonstrando compreensão divina neste assunto e que a aceitação do crente no Reino de Deus é independente do assunto da carne, salvo por condescendência com o apetite que leva a gula e exclui do Reino (Gálatas 5.21).
  • Jesus comeu peixe com os discípulos (Lucas 24: 41-43).

Vamos, pois, adiante na compreensão da questão dietética?

1.4. Variáveis na Concepção Dietética Apresentada na Vida dos Apóstolos.

Temos pelo menos duas situações bem interessantes sobre dietética, que estão expressas em duas citações. Uma de Pedro e outra de Paulo.

Vamos nos concentrar em entendê-las para que possamos avançar em direção ao correto entendimento dos princípios que estamos buscando entender.

A primeira destas considerações está em Atos 10:9-28. Muitas pessoas, no desejo de criticar o trabalho dos Naturistas que ensinam que devemos evitar toda sorte de alimentos que possam ser de origem animal, pretendem usar esta passagem para defender o erro de que o apóstolo Pedro teria, por hipótese da cabeça deles, comido animais e coisas imundas que nem nosso Senhor comeu.

Temos que pontuar com entendimento sério e responsável as coisas aqui:

(1)  O texto não trata de alimentação, ele trata da salvação dos gentios;

(2)  Se lermos cuidadosamente vemos Pedro dizendo que “de modo nenhum Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda” (Atos 10:14) – o que demonstra que o Cristo lhe ensinou, durante Seu Ministério a preservar este hábito israelita;

(3)  O texto diz que houve uma visão, não diz que Pedro comeu os animais imundos, pelo contrário, declara-se que estavam preparando uma comida (Atos 10:10), então veio a visão três vezes (Atos 10:15), mas o objeto da mesma foi recolhido e ele não chegou a tocar no que lhe apareceu – era uma alegoria, uma visão e não um mandamento para que toda a Igreja à partir daquele dia comesse, por exemplo rato, baratas, cobras, lagartos e carne de porco. Isto seria uma contradição com o que a teologia joanina ensinou em 1ª João 2:5-6;

(4)  O texto diz que Pedro assim reagiu a tudo o que lhe foi mostrado: “Deus mostrou-me que a nenhum homem devo chamar comum ou imundo” (Atos 10:28). Todavia, se lermos cuidadosamente o texto de Atos 10:9 até o verso 28, não há uma só vez em que Deus diga isto no texto. Então de onde Pedro tirou esta conclusão?

Não costumamos gastar tempo discutindo com quem entende diferentemente do que aqui expomos, porque quem quiser encher o ventre de toda sorte de coisas imundas que de antemão Deus proibiu vai, naturalmente colher no seu sangue os resultados de tal comportamento, em temos de moléstias as mais diferentes. Quem quiser ter restos destes bichos no ventre, apodrecendo nas tripas, que fique à vontade, mas nossa compreensão, entendemos teologicamente coerente. E Pedro a confessa quando declara e age (Atos 10:45-48) em direção a atender ministerialmente alguns gentios.

A segunda destas interpelações mal resolvidas na cabeça de alguns críticos da alimentação naturista está no texto de Paulo quando este declara:

Pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria conscicência cauterizada, proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade, pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças; porque pela palavra de Deus e pela oração são santificadas. (1ª Timóteo 4:2-5).

Se entendermos este texto sem considerarmos sua conjuntura dentro das doutrinas paulinas e apostólicas, teremos aqui uma dificuldade monumental. Se o texto puder ser entendido como “permitido qualquer coisa”, porque “nada deve ser rejeitado”, então já haverá uma enorme contradição quando o próprio Paulo declara:

Glorificai pois a Deus no vosso corpo. (1ª Coríntios 6:20).

A questão aqui precisa ser bem pontuada. Se alguém resolver pôr sobre sua mesa um bocado de “carne de urubu com folhas de maconha” e fizer uma oração, estes alimentos estarão abençoados e, portanto, poderão ser ingeridos? Cremos que não foi isto que Paulo pretendeu sancionar com seu texto.

O texto dele estabelece um parâmetro para a compreensão deste “nada deve ser rejeitado”. Ele disse antes desta declaração o seguinte: “pois todas as coisas criadas por Deus são boas”. Mas ele também declarou neste texto: “alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças”. Ora, quais foram estes alimentos? Pois, são estes que “não devem ser rejeitados”!

1.5. O Reino de Deus Não é Comida e Nem Bebida?

Algumas pessoas sem qualquer preparo pastoral devido, acham de ser instrutoras daquilo que não entendem porque não estudaram corretamente, se é que estudaram. Há muitas pessoas que tomam um verso da Bíblia e pretendem satisfazer seu próprio apetite pessoal. Temos encontrado uma boa base de sustentação, as quais passamos a considerar agora.

Está em Romanos 14, onde uma disputa sobre alimentação e comportamento estava sendo motivo de considerável divisão na Igreja. Paulo apresenta alguns pontos que muitas pessoas confundem ao examiná-las, por fazerem esta análise sem a detida atenção.

Vamos, pois, analisá-los:

Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, como só legumes. Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu. (…) E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus. (Romanos 14:2-6).

Só este trecho já seria suficiente para demonstrar que o assunto deve ser considerado da mesma forma que foi tratado em 1ª Timóteo 4:2-5, ou seja, “o Senhor controla e não nós”.

Mas vamos adiante?

Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão. Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo. Pois, se pela tua comida se entristece teu irmão, já não andas segundo o amor. Não faças perecer por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Não seja, pois, censurado o vosso bem; porque o Reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz e na alegria no Espírito Santo. Pois quem nisso serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens. Assim, pois, sigamos as coisas que servem para a paz, e as que contribuem para a edificação mútua. Não destrua por causa da comida a obra de Deus. Na verdade tudo é limpo, mas é um mal para o homem dar motivo de tropeço pelo comer. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece. (Romanos 14:13-21).

Façamos uma análise criteriosa desta passagem e edifiquemos a nossa vida!

(1)   O Reino de Deus não é comida e nem bebida;

(2)   Estamos desautorizados a julgar quem quer que seja pelo que come ou bebe;

(3)   Não podemos destruir a obra de Deus por causa da comida e esta obra é o amor;

(4)   Devemos seguir numa conduta de paz e procurar coisas que edifiquem a comunidade;

(5)   Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que nossos irmãos possam tropeçar.

Esta é a questão!

Não iremos ser salvos pelo que comemos ou bebemos. O assunto que estamos tratando é pertinente ao campo da saúde pública, a saúde familiar, a alimentação e não estamos tratando de justificação pela fé, porque a este respeito Romanos 3:24; 5:1; 8:1 são bem claros!

Bom é não comer carne, porque o propósito original de Deus é o que está em Gênesis1:29, mas houveram concessões divinas pelas situações e razões que já vimos.

1.6.        Em Busca de Coisas Que Contribuem Para a Edificação Mútua!

Hoje, nossa justificativa maior para ensinar a alimentação naturista é a seguinte:

Sigamos as coisas que servem para a paz, e as que contribuem para a edificação mútua(Romanos 14:19).

Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que é bom para a edificação. (Romanos 15:2).

Assim, também vós, já que estais desejosos dos dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da Igreja. (1ª Coríntios 14:12).

Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como na verdade o estais fazendo. (1ª Tessalonicenses 5:11).

Quando alguém entende estes versos em sua verdadeira expressão, entende que não somos fanáticos por alimentação; porque o Reino de Deus não é comida e nem bebida. Em outras palavras, o grupo dos vegetarianos ou dos carnívoros, não devem se sentir constrangidos porque cada grupo come qualquer alimento que foi usado livremente por Jesus Cristo, devemos estar em paz com nossa consciência porque devemos andar como Ele andou.

Mas, isto nos leva a última questão de nossa análise neste texto:

– Mas, onde está a qualidade dos alimentos que Cristo ingeriu em nosso tempo?

Não podemos ser estúpidos e imbecis, sem esclarecimento sobre os assuntos que dizem respeito a nossa vida. Somos orientados a investigar e edificar uns aos outros naquilo que é próprio para a justa edificação nesta vida.

É aqui que ingressa a nossa Filosofia da Vida Natural e, a alimentação naturista.

Não é um tema de salvação, embora tenha salvo muitas vidas que estavam doentes no fundo de uma cama, não salva para a vida eterna, só o sangue de Cristo pode fazer esta proeza (1ª João 1:8-10; 2:1-2). Trata-se de “edificar vidas”. Foi esta a expressão usada por Paulo.

Como podemos conseguir esta edificação?

Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. (1ª Coríntios 10:31).

Rogo-vos, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. (Romanos 12:1-2).

Glorificai pois a Deus no vosso corpo. (1ª Coríntios 6:20).

Todas as coisas me são lícitas, mas nem toda me convém. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas. (1ª Coríntios 6:12).

Toda obra, seja ela de que lugar venha, seja ela de que nível for, se tiver em seu conceito, em sua estrutura e em sua prática, uma mensagem ou mesmo o resultado que redunde em amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança – segundo diz Gálatas 5:22-23: “contra estas coisas não há lei”.

A mensagem de saúde, sob o ponto de vista naturista é, antes de tudo, uma mensagem que objetiva a temperança de quem a recebe. A temperança é o mesmo que domínio próprio, que é, neste texto último chamado de fruto do Espírito. A temperança é tão essencial na vida edificada do cristão que, para ser um Pastor é obrigatório que o candidato tenha tal característica (1ª Timóteo 3:2,11; Tito 2:2).

Sobre esta questão do domínio próprio (temperança) está escrito:

Melhor é o longânimo do que o valente; e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade. (Provérbios 16:32).

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combate, não combatendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado. (1ª Coríntios 9:24-27).

Quando nos propomos edificar a vida das pessoas através do nosso Ministério de Educação para a Qualidade de Vida; temos em nossa mente uma verdade que é hoje incontestável: estamos numa Era em que a saúde está sucateada por diversos fatores que atacam a qualidade do nosso sangue e as nossas potencialidades como seres destinadosá vida.

Os melhores estudos da atualidade sobre a questão da qualidade de vida da população demonstram que fatores tais como: aquecimento global, intoxicação nos animais, perda da qualidade da água, intoxicação nas grandes cidades, adulteração nos alimentos industrializados que estão cheios de toxinas as mais diversas, poluição visual, programas de televisão intoxicantes e sem preservação dos bons costumes, dentre outros sinais previstos em 1ª Timóteo 3:1-7 – todos estes fatores, ou eles isoladamente, são uma calamidade mundial.

O que temos proposto é um projeto em que, o retorno ao padrão original proposto por Deus, sepulta todas as concessões que Ele fez (e que ainda permite, mas não são ideais), e, nos põe na trilha da possibilidade de desenvolver qualidade de vida satisfatoriamente.

Este estudo é sobre alimentação!

Os princípios de alimentação que aqui identificamos apontam para uma dietética original e ideal onde cada pessoa poderá viver satisfatoriamente apenas ingerindo os seguintes produtos:

  • Todas as ervas que produzem semente;
  • Árvores em que há fruto que dê semente;
  • Espinhos e abrolhos;
  • Ervas do campo, evidentemente que não possuem semente;
  • Pão;
  • Entram as ervas verdes;
  • Bolos, incluindo os ázimos;
  • Queijo fresco;
  • Leite.

No quesito carnes (de aves, peixes, animais e insetos), entendemos que o melhor conselho é:

Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece. (Romanos 14:21).

Melhor é o prato de hortaliças onde há amor, do que o boi gordo e com ele o ódio. (Provérbios 15:17).

Mas, afora esta questão, perguntamos: e onde está a autorização divina para o uso de enlatados, envazados, líquidos industrializados, adulterados, cervejas, açúcar branco, chocolates, pudins, alimentos desnaturados, desidratados, condimentados?

Onde está a autorização divina para a alimentação altamente tóxica dos grandes restaurantes, das churrascarias com o excesso de sal, de molhos e outras substâncias que têm sido atestadas pelo Ministério da Saúde como grandes influenciadoras das doenças cardíacas e outras mais?

Quando penso na dieta que Deus deseja dar a cada um de nós, me vem à mente a idéia do povo de Israel saindo do Egito e indo em direção à terra prometida. Num dado momento o vulgo, ou mistura de gente que não era de Israel mas saiu junto com medo da morte e das pragas cria a seguinte situação:

Ora, o vulgo que estava no meio deles veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel também tornaram a chorar, e disseram: quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça, e dos pepinos, dos melões, dos porros, das cebolas e dos alhos. Mas agora a nossa alma se seca; coisa alguma há senão este maná diante dos nossos olhos. (Números 11:4-6, mas ver até verso 9).

E o povo falou contra deus e contra Moisés: por que nos fizeste subir do Egito, para morrermos no deserto? Pois aqui não há pão e não há água; e a nossa alma tem nojo deste miserável pão. Então o Senhor mandou serpentes abrasadoras, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. (Números 21:5-6).

Curiosamente o povo que atrapalhava a vida de Israel e que provocou grandes dificuldades, era constituído de pessoas que não eram convertidas ao Deus de Israel e que viviam dentro da “Igreja” da época só para murmurar e lamentar as comidas pagãs que haviam se deleitado. Não apreciavam o Maná que todos os dias chovia dos Céus, vindo da parte de Deus (Êxodo 16:11-36). Foram 40 anos deste sustento único. Uma comida que, na visão dos inconvertidos, era nojenta e miserável.

O que faremos? Chamaremos o plano alimentar original do Deus que não muda de nojento e miserável também?

Muitos entendem que a mesma misericórdia divina que esteve com os amorreus durante 400 anos (Gênesis 15:13-16) é falta de firmeza. Mas, a Bíblia já nos adverte dizendo:

Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal. (Eclesiastes 8:11).

Ainda que se mostre favor ao ímpio, ele não aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniqüidade, e não atenta para a majestade do Senhor. (Isaías 26:10).

Assim, a razão de perseverarmos neste mister é que, a tolerância de Deus com relação a uma dieta não ideal em nossas vidas só se justifica da seguinte forma:

As misericórdias do Senhor jamais acabam, a sua benignidade não tem fim; renovam-se cada manhã. Grande é a Tua fidelidade. (Lamentações de Jeremias 3:22-23).

Buscar uma alimentação mais saudável é que é o correto e não o errado!

Fugir de substâncias tóxicas e em decomposição como são as carnes de nossos dias, é que é sensatez e não o contrário.

Procurar uma dieta rica em vitaminas, sais minerais e água é uma benção suprema!

Paz e bem!

Cordialmente,

Prof. Dr. Jean Alves Cabral


[1] Gênesis 1:28-29

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *